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Diretoria da APLB Sindicato participa de reunião com a Comunidade Escolar do Cajueiro

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Representantes da APLB Sindicato de Jequié participaram, nesta terça-feira (06), de uma reunião com os/as pais/mães e demais segmentos da Escola Municipal José de Anchieta, para discutir as dificuldades que os estudantes estão encontrando para frequentarem as aulas neste final de ano.

Os educandos das escolas do campo de Jequié, em especial da Escola Municipal José de Anchieta, estão encontrando inúmeras dificuldades para manterem-se na escola, tais como: o não preparo da alimentação e falta de higienização por conta da greve dos terceirizados; transporte ineficiente, por falta de pagamento; estrutura física precária da escola, dentre outros problemas.  Os pais e mães desses alunos reclamam da situação encontrada, que se agravou ainda mais por conta da greve dos terceirizados. Muitos alunos estão sem frequentar as aulas ou não estão em condições de permanecerem no prédio escolar em tempo integral, conforme a carga horária exigida.

Para a diretora da APLB, Caroline Moraes, o oferecimento do ensino público municipal em Jequié, muitas vezes, não apresenta capacidade suficiente para assegurar a permanência do aluno na escola. Ela afirma que, diante dessa realidade, o Sistema Municipal de Ensino de Jequié seguirá perdendo, significativamente, o quantitativo de estudantes matriculados na Rede.

Ascom/APLB Jequié

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Assembleia de Professores delibera Calendário Escolar 2017

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Professores da Rede Municipal deliberaram, hoje (23) em assembleia, o calendário letivo para o ano de 2017. Foram também discutidos na assembleia temas como a greve dos terceirizados, divulgação do Seminário Promovido Pela Ajece, análise dos gastos com o Fundeb e os pagamentos salariais de final de ano, entre outros.

O calendário letivo aprovado pela categoria foi elaborado e debatido, no dia 9 de novembro, por uma Comissão Paritária instituída pela Secretaria Municipal de Educação- SME e da qual a APLB Sindicato faz parte. O objetivo da comissão foi discutir uma proposta unificada de Calendário Letivo Escolar para as Unidades Escolares Municipais de Jequié. Com quatro abstenções apenas na assembleia e aprovado pela maioria, o calendário cumprirá a carga horária mínima anual de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar para 2017, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver.

 Outro ponto debatido em assembleia foi sobre a greve dos terceirizados. A diretora da APLB Sindicato, Caroline Moraes, destacou que as escolas e creches municipais de Jequié estão sendo prejudicadas no oferecimento de um melhor serviço na educação. “O fato está comprometendo o bom funcionamento das Escolas e Creches Municipais, pois afeta o preparo da alimentação escolar e a higienização do ambiente”, ressaltou Caroline.

 Os/As professores(as) também decidiram que no dia 14 de dezembro o haverá uma nova assembleia da categoria.

Ascom/APLB Jequié

APLB de Jequié marca presença no 12º Congresso Estadual da APLB-Sindicato

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Representantes da diretoria da APLB Sindicato de Jequié participam do 12º Congresso Estadual da APLB-Sindicato, nesta quinta-feira (17) e sexta (18), no Centro de Convenções do Hotel Sol Bahia. O evento é destinado aos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação das redes públicas (estadual e municipal) do Estado da Bahia e este ano traz o tema “Educação Democracia e Resistência para garantir avanços nas conquistas”. O Congresso conta com a participação de especialistas, pesquisadores e sindicalistas.

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Escolas e Creches Municipais de Jequié estão sendo prejudicadas com a paralisação dos trabalhadores terceirizados

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Há 7 meses sem receber salários, contratados via Terceira Visão estão com as atividades paralisadas desde o último dia (27/10). O fato está comprometendo o bom funcionamento das Escolas e Creches Municipais, pois afeta o preparo da alimentação escolar e a higienização do ambiente.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Jequié-SINSERV, Venicio Lucena, a prefeitura efetuou o pagamento somente do mês de maio deste ano. Nesta quinta-feira (17) haverá uma reunião na Prefeitura para decidir o rumo da greve.
No dia 23 de novembro haverá uma assembleia dos /as professores/as da Rede Municipal de Ensino que também terá como pauta essa situação pela qual estão passando as escolas municipais de Jequié.

Ascom APLB/ Jequié
Foto: Sinserv

APLB participa da Greve Geral contra a PEC 241/ PEC 55

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A APLB Sindicato de Jequié e cidades circunvizinhas participaram no dia 11 de novembro, juntamente com estudantes, trabalhadores e trabalhadoras de educação de Jequié e região, da “Greve Geral” convocada pela CNTE e Centrais Sindicais.

A mobilização é contra a terceirização, a Lei da Mordaça, a PEC 241/ PEC 55, o PLP 257, o PL 4567, a reforma da Previdência, a reforma do Ensino Médio, a flexibilização do contrato de trabalho, a prevalência do negociado sobre o legislado, e em defesa da Lei do Piso.

O movimento ocupou as ruas centrais de Jequié com um grande número de participantes. Mesmo debaixo de muito sol, os manifestantes gritaram palavras de ordem e chamaram a atenção dos comerciantes. Após esse movimento, um grupo de manifestantes prosseguiu com o bloqueio da BR116, saída de Jequié.

Ascom/APLB Jequié

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APLB DE JEQUIÉ AFIRMA QUE A REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO CONTRARIA DIRETRIZES DO CNE

reforma do ensino medio

Apresentada como uma medida provisória (MP), a reformulação já entrou em vigor, mas, na prática, não há efeitos reais, já que ainda será analisada pelo Congresso, e seu conteúdo pode ser alterado por meio de votações na Câmara e no Senado. Sendo que esses procedimentos devem ocorrer em poucos dias, ou a MP deixa de ter valor legal.

Para o coordenador Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara, as medidas criam uma cortina de fumaça para o cerne do problema. “Essa reforma é uma falácia, porque não resolve as questões estruturais, como a formação de professores e pontos que eram demandas dos estudantes que hoje ocupam algumas escolas, como a redução do número de alunos por classe. De nada adianta ênfase em exatas ou humanidades, se o professor for mal preparado, se não houver recurso”, afirma. Além disso, ele questiona a flexibilização de algumas matérias: “Artes, educação física, filosofia ou sociologia têm de ser obrigatórias. Sem elas, não há formação completa de um cidadão.”

Muitos especialistas criticam a proposta do ministério por ser “precipitada” e sugerem a criação de um debate na sociedade a fim de aperfeiçoar o projeto e apresentar solução para os problemas crônicos do ensino médio nacional. Eles entendem que a integração das disciplinas não seria a saída para melhorar “a baixa” qualidade da educação básica do País.
Essa reforma contraria as novas diretrizes do ensino médio aprovadas pelo Conselho Nacional da Educação (CNE) em maio de 2011 e que foram estabelecidas em Resolução desse órgão.

Conforme as normas aprovadas pelo colegiado do CNE, os componentes curriculares devem ser organizados em quatro blocos, garantindo a permanência das 13 disciplinas. Isto é, Linguagens, reunindo as disciplinas de línguas portuguesa, materna para populações indígenas e estrangeira moderna; arte – em suas diferentes linguagens (ciências, plásticas e musical) e educação física.
Outro bloco é matemática, sozinha. Há também o bloco ciências da natureza que reúne biologia, física e química. Outro é ciências humanas que abrange as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia.

A medida provisória é considerada insuficiente. O que deve ser considerado prioridade no ensino médio são investimentos pesados na qualificação de professores que possam preparar os alunos, a redução do número de estudantes por sala de aula e reajuste salarial digno do magistério.

(Crédito: Caroline Moraes Brito)

A PROPOSTA ESCOLA SEM PARTIDO IMPEDE O DEBATE PLURAL

escola sem partido

“sempre que ensinares, ensine a duvidares do que estiver ensinando”.  (José Ortega y Gasset  – 1883/1955)

Sabemos que o objetivo maior da educação é estimular a crítica, levar o aluno a relacionar as situações, a fazer perguntas do lido e do vivido e, principalmente, fazer o aluno a pensar por conta própria. O conhecimento nada mais é do que uma cadeia de perguntas e respostas.

Porém não é o que estabelece um Projeto de Lei intitulado de “Escola Sem Partido”, que pode ser facilmente ser denominada de “Lei da Mordaça”, pois tenta usurpar o pensamento crítico do ambiente escolar.

A proposta tramita em várias casas legisladoras do País, como também no Congresso Nacional, e tem como autores, em maioria, líderes fundamentalistas.

Ela é baseada no Movimento Escola Sem Partido, criado em 2004 para combater a chamada por eles de “doutrinação ideológica”. A ideia da Escola Sem Partido defende que professores não são educadores e que “formar o cidadão crítico” é sinônimo de “fazer a cabeça dos alunos”. É um projeto de escola que remove o seu caráter educacional, defendendo que os professores apenas instruam para formar trabalhadores sem capacidade de reflexão crítica.

Segundo a proposta, o professor só deve abordar a matéria de forma isolada, sem tratar da realidade do aluno e do que está acontecendo no mundo, sem discutir o que acontece no noticiário ou na comunidade em torno da escola. Prevê ainda a fixação de cartazes nas salas de aula com uma lista de “Deveres dos Professores”, como na época da Alemanha nazista, onde a educação se transformou em um instrumento de doutrinação e massificação da sociedade.

Ao invés de defender um sistema de ensino livre e crítico, trata-se, na verdade, do contrário. Quer impedir de forma ultraconservadora o debate plural sobre temas cruciais como história, política, direitos humanos e combate às opressões, buscando impedir o exercício de uma pedagogia que propicie a autonomia de pensamento dos estudantes e, consequentemente, transforme a sociedade.

Nós, professores militantes da educação pública, acreditamos que a escola deve ter claro a missão de levar o aluno a pensar e refletir. Hoje, mais do que nunca, é preciso reencantar a educação, que se configura como a mais avançada tarefa emancipatória. Todos os povos na sua história, mostram que a educação só vai ter sentido se ela emancipar. Ela tem papel determinante na criação da sensibilidade social, tão necessária para reorientar a sociedade. Uma sociedade onde caibam todos, só é possível em um mundo no qual caibam muitos mundos.

(Texto de Caroline Moraes Brito)